Fevereiro

Em fevereiro o Cine Saracura reabre suas portas com nova programação cultural. Fique atento.

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Documentário “Braxília” no Cine Saracura

Danyella Proença, a diretora do documentário curta-metragem “Braxília”, premiado em Brasília e em diversos outros festivais, esteve nesta quarta-feira, 31 de agosto no Cine Saracura.

Batemos um papo com Danyella.

O poema da cidade imaginária criada por Nicolas Behr, Braxília

Braxília não, Braxília é sonho. A cidade que cada um de nós pode inventar e construir, sem tijolos e sem dor.
A utopia dentro da utopia, como se isso fosse possível.
A outra Brasília, a sua, a nossa, a velha, a real, já foi sonho sim. Já foi. Hoje esta cidade são linhas retas que substituímos por linhas sinuosas, barrocas. A imposição da régua substituída pela disposição do traço livre e solto.
A cada dia que passa me convenço mais e mais de que Brasília foi construída com a finalidade errada: não deveria nunca abrigar o poder. O poder não a merece, o poder não a valoriza. O poder a corrompe, a engana, a maltrata.
Sai a idéia da cidade mais moderna e arrojada do mundo e entra, para nossa vergonha e tristeza, entra a cidade-do-topa-tudo-por-um-acordo. A cidade onde só vivem pessoas más, egoístas, que só pensam em prejudicar aos outros e beneficiar a si mesmas. Infelizmente, e bota infelizmente nisso, a idéia que se tem, lá fora, de Brasília é essa: a cidade dos políticos sacanas, que só pensam em criar taxas, sobretaxas, tarifas e impostos. Tudo que acontece de ruim… culpa de Brasília. E, por tabela, culpa dos pobres brasilienses, gente trabalhadora, honesta, como eu e você! Com certeza!
Onde está a Brasília fruto do gênio brasileiro? Orgulho de um povo? Onde está a Brasília – patrimônio cultural da humanidade? Onde? Me mostrem! A que aparece é sempre a Brasília-podre-de-podres-poderes! Pobre Brasília, pobre de nós!
Por isso é preciso recorrer ao sonho, ao sonho de criar Braxília. Uma cidade solidária, humana, inquieta, rebelde, insubmissa, fruto do nosso incipiente sentimento nativista!
E essa cidade – Braxília – já existe sim. Existe, garanto. Entre um escândalo e outro, é em Braxília que nos refugiamos, é lá que respiramos, que nos despressurizamos. É onde a vida real acontece. É onde não há lugar para a mentira, a tramóia. Braxília é a cidade dos homens bons. É a cidade das pessoas de poder, e não das pessoas do poder, como diz Bené Fonteles.
Brasília inspirou Braxília, Brasília criou Braxília.
Criar uma Brasília não-capital, uma Brasília não-poder, sempre foi o objetivo ( alcançado? ) de toda uma geração que, principalmente a partir dos anos 70, cantou e encantou Brasília. Asas e eixos, Liga Tripa, Concerto Cabeças… como tudo isso foi importante para a formação do inconsciente coletivo ( e do consciente coletivo também! ) da nossa cidade.
Nós que a amamos, que a admiramos, que cantamos em prosa e verso essa beleza maculada que é a nossa cidade! Ah, Brasília, tudo que sou devo a ti! Como posso retribuir? Te devo tantos poemas…
Brasília inspira sim, é musa sim. Alquebrada, machucada,
Brasília nunca precisou tanto de nós….
Viva Brasília, Viva Braxília!

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Programação CINE CLUBE SARACURA. Semaninha FOGO-COME

Galera, essa semana o fogo ta comendo no CINECLUBE Saracura. Vai ter muito filme e queremos trazer muita gente. Vocês que estão ai de bobeira, caiam pra cá, vamos bagunçar esse espaço que está à nossa disposição, vamos trazer nossas idéias e misturar tudo num embolado porque o espaço nos propicia essa liberdade. Temos que usufruir disso, afinal, reclamar que Brasília é uma cidade parada é fácil, mas será que fazemos por onde sair dessa coleira?

CAI DENTRO:

  • 31 de Agosto, QUARTA FEIRA – 19h – Mercado Cultural Piloto

TRÊS FILMES: BRAXÍLIA + CORA CORALINA + MANHÃ CINZENTA

Nessa seção contaremos com a presença de Danyella Proença, a diretora do curta-metragem Braxília, premiado no último Festival de Brasília.

Com presença de Danyella Proença, diretora do Braxília.

Braxília, o filme de Danyella Proença fala sobre a poesia de Nicolas Behr. De acordo com a sinopse: “o filme propicia um belo passeio pela cidade inventada pelo poeta-personagem em sua obra”. Agora, o mais interessante será a presença da diretora do filme, Danyella Proença, que virá pra discutir o filme conosco. Vale a pena dar uma passada pra conversar com a diretora, trocar figurinhas e perguntar sobre o filme.

 

 

 

E TEM MAIS

  • 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 de setembro, – 19h – Mercado Cultural Piloto

Lançamento simultâneo em vários cineclubes do Brasil do documentário CORTINA DE FUMAÇA, controverso filme sobre a legalização da maconha. De Rodrigo Mac Nilven.

Assista o TRAILER

  • No dia 3 de setembro, SÁBADO, 19h – Mercado Cultural Piloto

A CAPITAL DOS MORTOS – Dirigido por Tiago Belotti, o primeiro longa metragem de invasão Zumbi de Brasília.

Saiba mais pelo site www.acapitaldosmortos.com.br

 

 

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Mostra Primeiro Contato

Filmes nacionais de gênero, produzidos na raça.
( Classisficação Indicativa: 16 anos )
Curadoria: Rodrigo Luiz Martins

Abertura:
06/8 (Sábado) 19hs:
O Assassinato da Mulher Mental (Policial Ficção Científica -18min Joel Caetano – SP)
Mangue Negro (Terror – Rodrigo Aragão 100min – ES – 2008)
Debate com Ciro I. Marcondes – crítico e professor de Cinema .

10/8 (Quarta)19 hs:
Mostra primeiro ontato 3 minutos (Suspense – Tiago Belotti 2009 – DF)
CANIBAIS & SOLIDÃO ( Comédia Aventura – Felipe M. Guerra 100min – RS – 2008)

13/8 (Sábado)19 hs:
Mostra primeiro contato
Projeto Nome/ Produção Coletiva (Diversos – 86min Brasília – DF)
Bastar (Suspense – 20min – Gustavo Serrate)

Debate com os realizadores do Projeto Nome.

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Endereço:

Mercado Cultural Piloto
Jardim Botânico, Condomínio San Diego, lote 9
Em frente à Escola Fazendária (ESAF). No cruzamento da Avenida comercial com a Avenida do Sol.

Brasília – DF

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Programa Cine+ Culturacria 1040 cineclubes em todo Brasil

Matéria especial de cultura para a TV do Partido dos Trabalhadores.

O Cinemais Cultura é um programa do Ministério da Cultura destinado a criar núcleos de cineclubes em todos os estados brasileiros, até agora o projeto inaugurou 1043 cineclubes. O programa fornece todo equipamento, treinamento e uma coleção de filmes brasileiros para a criação de uma pequena sala de projeção de filmes. Ana Arruda, da diretoria de cineclubes do Centro-Oeste, fala sobre o projeto. “O grande diferencial do programa Cinemais Cultura é que não cede apenas os equipamentos. Tem o projeto de formação para que cada Cinemais seja um ponto de multiplicação para a comunidade”, diz Ana Arruda.

Em sintonia com as políticas culturais iniciadas pelo governo Lula e continuadas pela presidente Dilma, o Cinemais Cultura tem como fator central o protagonismo da sociedade. As pessoas envolvidas no projeto tem controle, responsabilidade e autonomia sobre as escolhas e diretrizes de cada cineclube.

Andrea Gozzo é uma produtora cultural contemplada pelo edital do Cinemais Cultura. Ela fundou o cineclube Saracura em Brasília e exibe filmes aos sábados. Andrea conta sobre o processo de preparação para pôr em prática o cineclube: “Fomos contemplados e ganhamos o kit de cineclube. Quando eu participei das oficinas de capacitação, o que eu achei mais bacana é a possibilidade de pulverizar a cultura pelos lugares mais longínquos do Brasil”, diz Andrea.

Jesus Pingo, ator e diretor de cinema, é dono do Mercado Cultural Piloto, um espaço aberto a expressões culturais como teatro, capoeira, música e agora ao cinema, com o cineclube Saracura. Para Pingo o governo do PT transformou a forma de pensar a cultura no Brasil, mas ainda é preciso modificar a mentalidade cultural do empresário brasileiro: “O país precisa de ter um governo cultural. Os empresários também precisam compreender que investir na cultura é investir na saúde intelectual da população”.

Ana Arruda enfatiza, “O Cinemais Cultura só existe quando as pessoas se envolvem e tem noção de que aquilo faz parte da comunidade. Se nos conscientizarmos de que qualquer política pública só é construída na base do diálogo, tudo vai avançar muito bem”.

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Programação 24/06

Em 2002, Edifício Master ganhou o prêmio de melhor filme documentário no Festival de Gramado.

Nesta sexta-feira (24), o Cineclube Saracura apresenta o longa-metragem Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho.

Durante três semanas, a equipe de produção filmou o cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O antigo e tradicional prédio de 12 andares, com 23 apartamentos por andar, possui, ao todo, 276 lares conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Apesar de ele estar localizado em uma área nobre da cidade do Rio de Janeiro, a maioria de seus habitantes pertence às classes médio-baixa e baixa, principalmente se comparados à realidade da sociedade carioca.

Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras. Suas identidades, particularidades, condições e formas de vida são retratadas no edifício, através de sua estrutura física, com misteriosos corredores. O ambiente é de decadência. Uma palavra que pode caracterizar o filme Edifício Master é diversidade.

Sobre o diretor

Entre suas obras mais marcantes, destaca-se o documentário Cabra Marcado para Morrer (1984).

Eduardo Coutinho, um dos mais importantes nomes do documentário brasileiro, teve uma formação que passou pelo cinema, teatro e jornalismo, tendo inclusive cursado a faculdade de Direito em SP. Seu trabalho é caracterizado pela profundidade e sensibilidade com que aborda problemas e aspirações da grande maioria marginalizada, seja em favelas, no sertão ou na boca do lixo. Político, sem ser panfletário, traz a emoção humana sem sentimentalismo nem truques. Apenas expõe a realidade com um olhar atento e compreensivo, dando a voz (ao invés de manipular) e concedendo, na montagem, o tempo necessário em cada plano para que a verdade das “personagens” possa se desvelar para a lente.

Serviço:
Cineclube Saracura
Mercado Cultural Piloto – cruzamento da Avenida comercial com a Avenida do Sol – Condomínio San Diego (em frente a Esaf)
Horário: Sexta-feira (24/06), a partir das 19h
Entrada franca

Informações: (61) 9916-5659/ 3547-9901

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Sessão Saracura Sábado às 19h

sábado, 4 de junho · 19:00 – 22:00
MERCADO CULTURAL PILOTO

Av. do Sol com Av. Comercial lt 49 Jardim Botânico (Antigo Cond. San Diego lt 09)
Brasília, Brazil
Mais informações

O PRINCÍCIO E O FIM , de Eduardo Coutinho (2005, 110 min, classificação indicativa livre).
SINOPSE AQUI: Filme / DVD – O Fim e o Princípio – 2005

Sinopse:
Um filme nascido do zero. Sem pesquisa prévia, sem personagens, locações nem temas definidos, uma equipe de cinema chega ao sertão da Paraíba em busca de pessoas que tenham histórias pra contar. No município de São João do Rio do Peixe, o filme descobre o Sítio Araçás, uma comunidade rural onde vivem 86 famílias, a maioria ligada por laços de parentesco. Graças à mediação de uma jovem de Araçás, os moradeores – na maioria idosos – contam sua vida, marcada pelo catolicismo popular, pela hierarquia, pelo senso de família e de honra – um mundo em vias de desaparecimento

Vamos exibir também um curta metragem raríssimo de Werner Herzog sobre a infancia (SURPRESA!)

CINE SARACURA
TEL 9916 5659
3549 9901

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Programação do sábado, 28 de maio

Dia 28 de maio às 19 hs  no Cine Saracura

JANELA DA ALMA de João Jardim

Os olhos são a janela da alma: este é o mote do documentário de João Jardim e Walter Carvalho sobre a maneira como deficientes visuais “vêem” o mundo. O filme se estrutura a partir de depoimentos colhidos mundo afora de personalidade como o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo esloveno Eugen Bavca, a atriz Marieta Severo, entre outras. A certa altura, o escritor português José Saramago afirma que somos cegos de tudo o que faz de nós um ser agressivo, egoísta e violento, num mundo de desigualdedade e sofrimentos. Longa metragem, 2001 classificação indicativa Livre

Cego Oliveira no sertão do seu olhar

Cego Oliveira no sertão do seu olhar

Cego Oliveira no sertão do seu olhar, de Lucila Meirelles

Vida do Cego Oliveira, tocador de rabela no setrão do Ceará, dono de uma visão muito particular do mundo. Com narrativa caótica, desconexa, o curta metragem surge como que uma espécie de refertencial semiótico para Janela da Alma. Curta metragem, 1998 classificação indicativa Livre

CINE SARACURA Cond. San Diego lt 09 Av. do Sol, com Av. Comercial SHJB   Tels 3547 9901 9916 5659

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A arte é dos loucos

SÁBADO Dia 21 de maio, às 19h CINE SARACURA APRESENTA…

Coletânea de curtas PROJETO CARRANO Curtas metragens produzidos pela @igrejainvisivel.

Cinema social e saúde mental, projeto ganhador do premio loucos pela diversidade concedido pelo Ministério da Cultura direção: Valéria Calado e Denis Demente 2009 Classificação LIVRE

E tambem… UM ESTRANO NO NINHO

Imagem do filme "Um estranho no ninho"

Imagem do filme "Um estranho no ninho"

Sinopse: McMurphy (Jack Nicholson, maravilhoso) pensa poder fugir do trabalho na prisão fingindo ser louco. Ele é então enviado a um sanatório, onde deve lidar com uma realidade triste e dura, além de ter que encarar a enfermeira Mildred Ratched (Louise Fletcher), que dificulta as coisas para ele.
Direção: Milos Forman 1975 Classificação: 16 anos

CINE SARACURA COND. SAN DIEGO LT 09 JD. BOTÂNICO – BRASÍLIA – DF
TEL. 9916 5659/ 3547 9901

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No sopé do site, estão inseridas as logomarcas

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